Deixo as pegadas ficarem em mim como se tivessem sido feitas no concreto que secava. Meu coração, porém, não é de ferro e nem de concreto, apesar de ter aprendido a endurecer muitas dores. Ele é agitado, inquieto, ofegante, necessitado, metade preenchido, outra metade vazio. Ele é um pobre coitado nuns dias e um assassino em outros. O que habita o coração, carrego praticamente nos ombros.
Você sabe, às vezes temos que desocupar espaços, limpar a área para utilizar melhor, ou apenas por limpar mesmo. Como se faz isso se as pegadas que citei no início foram feitas no concreto? Ele secou. Mesmo que eu coloque mais por cima e retoque, ali embaixo, quase invisível, ainda está o que antes estava. É isso: a gente vive sobrepondo as coisas. O concreto quebra, sim, mas nesse caso, cada vez que o concreto quebrar, eu sentirei as rachaduras.

(Source: Flickr / heteronimos, via palavrasconfusas)






Vive menina. Vive. Porque o tempo cura, e traz pra vida da gente um motivo maior pra seguir. Acredite: O passado não tem volta, e nada dói pra sempre.
Vamos dizer adeus aos pensamentos tristes e que só reste as boas lembranças. Só reste amor no peito, pois no fim o que vale a pena é ser feliz.
PERMITA-SE SER FELIZ SEMPRE!
C.F.A